HISTÓRIAS DE MINHA VIDA
– CONTO 19 – Rebs - A primeira volta de motocicleta !
Eu
tinha 9 anos, e minha mãe tinha contratado 2 pedreiros para construírem junto
ao muro dos fundos de casa, bancos de alvenaria. – Um dos pedreiros chegou
guiando uma bicicleta motorizada, com um motorzinho (engenhoca de 30 cc), preso
perto dos pedais, que bastava dar uma pedalada, para que o mesmo pegasse, - E
dia após dia, eu via o pedreiro chegar, com o motorzinho funcionando, desligá-lo,
e colocar a bicicleta no descanso que a deixava de pé, - E quando saía,
bastava, ainda no descanso, com a roda traseira no ar, dar uma pedalada, jogá-la
para frente e sair andando, acelerando na manopla do guidon, - Aquilo era muito
fácil, e meus dedos já estavam coçando de vontade de dar uma volta naquela
maravilhosa máquina motorizada, sonho de quase todo guri da minha idade, que
somente andava pedalando sua bicicleta, quando não apostando corridas de
carrinho de rolimã. – Um dia, enchi-me de coragem, e subi na “machina”- Dei uma
forte pedalada, acelerei, e o barulho do motorzinho encheu o silencio da rua,
que àquela hora da manhã, 08:00h, estava completamente vazia. – Dei algumas
aceleradas para sentir o prazer de sentir o ronco do motor sob meu comando, e
sem querer, a bicicleta escorregou do descanso, e a roda tocando o chão fez a
bicicleta pular para frente, no susto acelerei, e lá fui eu, berrando feito um
desesperado, pela minha mãe, e por qualquer um que me ajudasse a descer dali, -
Em poucos momentos, a rua se encheu de gente que passou a correr atrás de mim, -
E quando conseguia fazer a curva no final do quarteirão e voltava, corriam de
mim, para não atropelá-los com a “coisa” desgovernada. – E não sabendo o que
mais fazer, sem saber brecá-la, e querendo parar o bólido a todo o custo, antes
que me arrebentasse todo, enfiei o sapato nos raios da bicicleta, que
finalmente parou. – Porém, meu sapato esfacelou-se todo... juntamente com meu tornozelo,
que foi quase que, literalmente arrancado, ficando a segurar a base do pé, no
calcanhar, somente o tendão, com toda a musculatura, pele, e carne, pendurados
para fora, - No momento que desci da motobicicleta, nem dor eu sentia, somente
quando vi minha mãe olhar meu pé, ... e desmaiar, é que percebi que a coisa era
séria, - E lá fomos nós para o Hospital das Clinicas, com o sossegado Dr.
Taranto (o Ozires de lá, igualzinho!), amigo de meu pai, professor da Faculdade
de Medicina, e médico da molecada toda, que sempre dizia, que para os filhos do
Antonio Carlos (meu pai), iria fazer uma porta giratória no Hospital das
Clinicas, pois quando um estava entrando, outros dois estavam saindo (nós
éramos em quatro). – O fato curioso desta história, é que todos os sábados e
domingos, tínhamos na “Pista do balão da Pracinha”, as corridas de carrinhos de
rolimã em descidas de 10 carros por vez, sendo o Juiz das mesmas, - Exatamente
o Dr. Taranto, morador defronte, que todos os domingos estava a postos, tentando
colocar ordem na molecada, e nas descidas, - E que além de meu orientador e técnico,
era fã incondicional de meu jeito de pilotar, quando entrava nas curvas
derrapando nas quatro rodas. – A pista era composta de uma descida íngreme de
dois quarteirões, quando os carros entravam em uma curva aberta à direita no
oval inclinado a uns 50km/h, em uma descida com meia lua à esquerda, do tamanho
de um quarteirão (o famoso balão da pracinha), finalizando em mais uma curva de
90” à direita, e um quarteirão de
descida reta, com uma curva de 90” a direita, no final, onde era bom ter o
máximo cuidado na tomada de curva tangenciando bem, para não perder o ponto
certo de entrada, quando o carro não conseguindo fazer a curva, entrava
violentamente na beira da calçada oposta, chamada oportunamente de “ quebra ossos”
- E assim caminhava nossa infância e pré-adolescência,
em um tempo em que não existiam drogas e armas, - E as diferenças eram
acertadas no “tapa” mesmo, com todo mundo se entendendo no final, tomando um
belo guaraná gelado para selar os entendimentos entre as turmas. – Bons tempos,
bons tempos, que nos trazem saudades !!! (Homenagem a um grande médico e amigo)
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PARECE COISA DE MALUCO, MAS FUNCIONA ! -
EXPERIMENTA !
Assunto: Horóscopo Chinês : o ano do dragão de ferro deseja-te riqueza e sorte, segue
as instruções. Não te ponhas a brincar porque senão não funciona e podes te
arrepender, - Perde apenas 3 minutos do teu tempo – É surpreendente. - A pessoa
que o enviou conta que o seu desejo foi concretizado 10 minutos depois da
leitura do, mas para que tal aconteça não se pode brincar! O resultado deste
jogo é muito divertido. Não leias em voz alta. Só precisas de 3 minutos – vale
a pena tentar. - Antes ademais, precisas de uma folha de papel e de uma caneta.
- Quando escolheres os nomes, recorda-te que têm de ser nomes de pessoas que
conheces nesta altura e deves seguir o teu primeiro instinto. - Lê só uma linha
de cada vez – não leias em voz alta senão estragas o divertimento - Para
começar escreve os números de 1 a 11 na
vertical - Ao lado dos números 1 e 2 escreve um qualquer outro número (entre 1
e 11) - Ao lado dos números 3 e 7 escreve o nome de duas pessoas do sexo oposto
- Não passes à frente senão não funciona
- Escreve os nomes que quiseres ( amigos ou familia ) ao lado dos
números 4, 5, 6 – um nome para cada número - Não te ponhas a rir porque podes
te vir a arrepender - Escreve 4 títulos
de canções ao lado dos números 8, 9, 10 e 11 - Agora exprime um desejo - E
agora a chave do jogo - Tens que falar deste jogo ao mesmo número de pessoas
que escreveste na posição 2 - Amas a pessoa que escreveste na posição 3 -
Gostas da pessoa que escreveste na posição 7, mas não te queres comprometer - Preocupaste pela pessoa que escreveste na
posição 4 - A pessoa que escreveste na posição 5 conhece-te muito bem - A
pessoas que escreveste na posição 6 é a tua estrela da sorte - A canção que
escreveste na posição 8 tem a ver com a pessoa da posição 3, - O título da canção que
escreveste na posição 9 é para a pessoa da posição 7 - A canção que escreveste
na posição 10 fala de ti próprio - E a canção que escreveste na posição 11,
demonstra o que tu pensas da vida - Envia este email a 10 pessoas no espaço de
uma hora a partir do momento em que o acabaste de ler. - Se o fizeres o teu
desejo será realizado senão acontece o contrário. Parece mentira, mas funciona - (Não
duvides do horóscopo chines, ele tem mais de 5.000 anos)
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MENSAGEM
AO PRESIDENTE LULA : - Estimado presidente !
-
“Assisti na televisão, anteontem,
a trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo
que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são
favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter
a mão na decisão do juiz, mas para abrir a "caixa-preta"
do Poder. Vi também V. Exa. falar sobre duas
Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da
Justiça. Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de
conhecimento de V.Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo
fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre
presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato. Não
precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais
fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no
ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na
porta da Volks. Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa
apenas mandar, o que não fez até agora. ão existem duas
Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda
e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. Basta
ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas
e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais
ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar
seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar
em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso. Logo
depois, sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma
reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças
que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25 do Bolsa-Escola,
tinham voltado para aquela vida (??) insólita, simplesmente porque desde
janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E
a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos
apenas no dia da reportagem. Como se pode ver, sr. presidente, vou
tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder
Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu
amigo Márcio sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco).
Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o sr.presidente é responsável
por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na
maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são
pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de
sua responsabilidade, sr. Presidente). Não temos medo algum de qualquer
controle externo, sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos
avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com
atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o
que é). De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado.
- Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no
sentido pejorativo do termo. - Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa.
Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a
restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir
churrasqueiro de outro Estado. - Mulheres de juízes não possuem
condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da
Federação, apenas para fazer uma escova. Caixa-preta por caixa-preta (no
sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo
é bem maior do que a nossa. Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio. P.S.:
Dê lembranças a "Michelle". (Michelle é cachorrinha do
Presidente que passeia em carro oficial)” – Assina : Ruy Coppola, juiz do
2.º Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo.
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