A VIAGEM DE NAVIO! – Contos de Ribeirão – 50
Em 1972, recém saído do colegial,
prestei vestibular na PUC-Campinas para Administração de empresas e Economia,
tendo passado em 1° lugar. – Como premio meu pai me deu uma viagem de navio, de
30 dias, para a Argentina, Uruguai, Paraguai, e terra do Fogo no encontro do
Oceano Atlantico com o Pacífico, no Sul da América do Sul. - O navio tinha
capacidade para 1.500 pessoas. - Convidei meus amigos Clóvis Roxo e Eduardo
Moreira que de imediato toparam passar as férias a bordo. Abrimos aqui um parênteses
para lembrar que dentro de um navio, alimentos e bebidas não alcoólicas estão
inclusos no pacote, podendo comer e beber o que quiser – Somente se tomar
bebidas alcoólicas e que terá de pagar. O embarque seria pelo porto de Santos,
e quando lá chegamos o navio já estava lotado de gente nas amuradas, pois o
primeiro embarque tinha sido no Rio de Janeiro, e pelo que dava para ver, havia
mulherada de todo tipo e qualidade acenando de cima para que subíssemos a
bordo. – Para 3 rapazes bastante saudáveis de 19 anos, a festa prometia, e estava
só no começo. – Depois de quase uma hora de embarques, estávamos a bordo, e
fomos conhecer nossa cabine, para duas pessoas, se é que dá para chamar aquilo
de cabine. - Era o espaço de um beliche no canto esquerdo, com um metro e meio
entre a parede e a cama. Um pequeno banheiro na porta interna, que para tomar
banho, quase que tínhamos que ficar em cima da privada. – Enfim, pensávamos que
ali seria o lugar em que passaríamos o menor tempo, por isso, sem problemas!.
Com todos a bordo, cada um já em seu lugar, os rebocadores passaram a empurrar
o navio para fora da barra, e com mais uma hora, estávamos deixando o porto da
cidade de Santos com destino primeiro ao Uruguai, depois Argentina, Paraguai e
Terra do Fogo. – Recebemos um coquetel de Champagne de boas vindas, e a
informação de que na primeira noite, as bebidas alcoólicas estavam liberadas e
grátis, com as boas vindas do Comandante. – Eu pensei comigo que se você quer
se dar bem em um navio, tem que ficar amigo da tripulação. - De cara pedi para
conhecer a ponte de comando, o Comandante, e o médico de bordo, caso houvessem
complicações por enjôo, etc. – O Comandante era um cara grego, falante, simpaticíssimo,
e logo travamos a maior camaradagem, ...Mas quando vimos o médico de bordo, eu
e meus amigos, ficamos tristes. O caboclo era tudo que qualquer mulher pediu a
Deus, “perfeito”: - O tal Dr. Giovanni, o médico, era Italiano, caboclo atlético,
bronzeado, olhos claros, uns 35 anos, e 1,90m de altura. - Pensei comigo: -
Agora “fudeu” de vez. - Quem é que vai olhar para a gente, com esse sujeito a
bordo. - De cara falei para o mancebo: - Olha Dr., a sobra das mulheres que o
sr. não quiser,...nós aceitamos!!!. - E o mesmo se abriu em uma grande
gargalhada, ficamos amigos na hora. – Devo informar que o que teve de mulher
casada, solteira nova, velha, enfim de todo tipo, passando mal na viagem, não
estava no gibi. – O dia inteiro, o consultório do “homem” estava cheio. – E ele
lá todo de branco, parecendo um deus grego, anestesiando a mulherada, acredito
eu, na maioria das vezes, com sua “própria injeção”. – Outra coisa que
acontecia muito a bordo, era de vez em quando, sumia uma senhora casada, com o
marido procurando a madame pelos alto-falantes. Os marinheiros, moçada sarada,
jovens de diversas nacionalidades, além dos serviços obrigatórios no navio,
também faziam hora-extra, por conta de pagamentos em dólares, e a mulherada não
se fazia de rogada!!! – Quanto a nós, engatamos rápido em uma turma mais jovem
e nos demos muito bem. – Certa noite, uma menina passou mal, e após medicada na
nossa frente, por nosso amigo, Dr. Giovanni, o pessoal a levou para nosso
camarote para dar um tempo e ver se ela melhorava, éramos uns quatro casais. –
Acredito que a jovem tinha algum vício, pois os sintomas eram de tremedeira e
vertigens - Eu tinha conhecido no dia
anterior, uma loirinha de seus 18 anos, que estava na companhia da avó na
viagem, com dois maravilhosos pára-choques, que pareciam querer pular para fora
da ínfima mini blusa que usava, e virara minha companhia diária! – E quando o
pessoal depois que a jovem doente melhorou, saiu do camarote, ficamos eu e
minha amiga sentados na cama com cara de “lesos”. – Como nessas horas conversa
é besteira, afobado, nos meus 19 anos, parti logo para o popular, agarra daqui,
pega dali, amassa aqui, e rapidinho, manda no gol. – Apesar de pequenininha, a
jovem era um foguete, ...e tome sururu!!! – Enfim, depois de quebrado o gelo, a
coisa pega embalo, e toda noite, a porrada comia frouxo, uma hora era na proa,
outra na popa, outra em cima da cabine de comando, até que aconteceu uma inusitada.
– Meu amigo Dudu, não tinha conseguido chegar nos finalmente com ninguém, e um
dia entrou no camarote, e nós na cama de baixo. – Em determinado momento ele
berrou: - Isso já é judiação, além de eu não ter pego ninguém, ainda vou ter
que agüentar vocês dois fazendo festa aí embaixo,...Aí já é demais. – E
reclamando, saiu do quarto dizendo que ia comer nem que fosse a vovó da minha
namorada, ou o viadinho, chefe da equipe de entretenimento!!! - Até hoje não sei o que ele aprontou, nem
perguntei. - E a vida transcorria sossegada a bordo. – Nossa equipe, ganhou o
campeonato de pólo aquático, e também
fui campeão de tiro ao prato, com uma calibre 12 italiana maravilhosa de cano
sobreposto - No navio, toda noite para relaxar e arriscar, tinha um Bingo com
altos prêmios em dinheiro, coisa de U$1.000 dólares na horizontal e vertical, e
U$5.000 dólares na cartela cheia. - Como eu, novato na coisa, tinha levado só dois
mil dólares, e gasto demais nas compras na Argentina e Uruguai, estava quase
sem grana, e ainda faltando quase dez dias para acabar a viagem, a coisa tava
ficando feia. – Uma noite entrei no bingo em parceria nas horizontais e
verticais, com a filha do Blota Jr., apresentador na época da TV. Bandeirantes,
que estava na nossa turma. – Deus deve ter ouvido minhas preces. – Eu e ela ganhamos
na horizontal, e sozinho, ganhei na cartela cheia. U$ 5.500 dólares!!! – Eu que
nunca bebi mais que um copo de champagne, para comemorar, cheguei a beber uma
garrafa inteira de “Don Pérignon”, a melhor champagne do mundo, sozinho, se bem
que grande parte foi bebida depois de derramar em cima da Loirinha! – Custava a
bagatela de 250 dólares a garrafa. – O compromisso foi torrar toda a grana até
o ultimo dia a bordo. – Mas o final desta história é que foi a maior
surpresa!!!, - Quando finalmente retornamos e chegamos no porto de Santos, no
meio do pessoal que estava no cais esperando o desembarque, estava um ansioso
jovem, com um grande “bouquet” de rosas acenando apaixonado para a minha
loirinha, que com sua avó descia nas pontes. – Aquela noite, a mesma
particularmente, já despedira de mim em uma noitada em grande estilo, inesquecível,
onde provou mais uma vez, que tamanho, não é documento! – No tititi da descida,
fomos informados que o rapaz apaixonado, era o noivo dela, e que a mesma fizera
a viagem como despedida de solteira. E que despedida, eu que o diga!!! - E a
moçada de cima berrava: - Olha o côrno!!! – E aiiii chifrudo!!! – Como tinham
umas mil pessoas no cais, o mesmo não percebeu que a coisa era com ele, e
depois de recebê-la no chão com um longo beijo, lá foram felizes embora,
preparar o casamento, ela toda sorridente! – Depois de despedir-me dos amigos
de bordo, voltamos a Ribeirão. - Guardo ainda comigo, as fotos da viagem, com
uma fotografia da misteriosa loirinha que me deu um trabalho louco, exigindo muito
da saúde do jovem futuro Universitário, ainda bem que sempre fiz esportes, com
ótimo gás!!! - Pois é..., - Histórias da
juventude que não se esquece jamais!
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BOM DIA
Toda vez que a professora chegava
na sala de aula e falava 'bom dia', os alunos respondiam 'bom dia', mas tinha
um som no final que era assim: - ....êêêêêêêê!!!..Um dia a professora chega, dá
bom-dia e os alunos respondem 'bom dia', sem àquele som no final. - Ela percebe
que o Joãozinho faltou e diz para a classe: - Olha só, amanhã, quando eu falar
'Bom dia' vocês não respondem pra eu ver o que acontece.
No outro dia então, a professora entra na sala e diz: - Bom dia. E só o Joãozinho responde: - Vai se fudêêêêêêêê!!!...
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No outro dia então, a professora entra na sala e diz: - Bom dia. E só o Joãozinho responde: - Vai se fudêêêêêêêê!!!...
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Projetos de lei TRANSFORMAM NOSSOS 26 ESTADOS EM 40!
A Câmara aprovou,
em caráter de urgência, dois plebiscitos para que os habitantes do Pará decidam
se querem ou não a divisão de seu território em três estados. A votação deste
projeto pode dar folêgo a uma série de propostas semelhantes que tramitam na
Casa. Os projetos têm potencial de elevar para 40 o número de estados e
territórios brasileiros, atualmente em 26 mais o Distrito Federal, e já
mobilizam parlamentares favoráveis e contrários à ideia de recortar ainda mais
o território brasileiro. A informação é da Câmara
dos Deputados. Os projetos que criam os estados de Carajás (PDC
2300/09) e Tapajós (PDC 731/00) foram apresentados pelos senadores Leomar
Quintanilha (PMDB-TO) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), respectivamente, e já
foram aprovados no Senado. Depois dessa votação, o deputado Carlos Brandão
(PSDB-MA) cobrou, em discurso no Plenário, a aprovação do PDC 947/01, do
ex-deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA), que cria o estado do Maranhão do Sul.
“Nós já conversamos com os líderes e vamos reforçar a pressão, porque agora
abriu-se uma brecha, um espaço para colocar os requerimentos de urgência para
os plebiscitos sobre a criação dos estados de Tapajós e de Carajás”, declarou
Brandão. “O estado do Maranhão do Sul possui potencial econômico e estrutura
sociopolítica para se desenvolver”, disse. No movimento contrário, de oposição
à criação dos estados, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) promete reativar a
Frente Parlamentar de Fortalecimento dos Estados e Municípios e Contra a
Criação de Novos Estados, da qual foi presidente, para tentar conter o que
chama de “onda separatista” motivada por supostos “interesses econômicos e
políticos” das lideranças locais.
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