“O BARCO, AS PROVAS, OS DOCUMENTOS” – Contos de Alter de Chão – 47.
Qualquer pessoa que more em
Santarém, com casa em Alter de Chão, se não possuir um barquinho, canoa, Jet
Sky, lancha, bóia, ou algo que flutue para levá-lo de um lugar a outro dentro
d’água, estará praticamente inútil, sem poder se locomover no universo Tapajós.
– Então, pois é,, ...com minha lancha pesando mais de uma tonelada guardada
dentro do depósito, há mais de três anos, não arriscando colocá-la na água,
primeiro porque o motor de 85 hp, Johnson, a essas alturas não funcionaria,
devendo estar com todas as peças de borracha ressecadas, o carburador inutilizado,
com a mistura de gasolina e óleo, ...enfim, como o motor é antigo, devem
existir mais coisas com problemas. - Portanto, fora de questão! – Sobrou meu
barquinho de 2,5m, com motor 15hps, que utilizava para atravessar de casa para
a ilha, mas apareceu um maluco que quis comprá-lo de todo jeito. Disse o preço
esperando que o comprador regateasse, e o mesmo sem delongas, pagou a vista. –
Não resisti, vendi-o. - Resumindo, fiquei a pé,... sem pé de pato, sem
bóia...sem nenhuma canoa sequer que me fizesse flutuar, pois a que eu ganhara
do seu Manoel, velho pescador de Alter, por um grande favor que lhe fiz,...e
que pesava mais que cofre do Zeca BBC, ...Pois ééééé, ancorada em frente de
casa, foi roubada (aviso ao ladrão que não aceito de volta, ele que tente rema-la, que vai
ficar com dores no corpo todo,... esta praga pega!!!). – Pois então,
estava eu nesta situação quando, a patroa, a chefa, a magnânima, botou curto!!!.
– Ou eu providenciava um barco, ou ela não pisava mais em Alter, nos finais de
semana. – Como não fico nem morto, sem ir para Alter nos finais de semana, fui
matutando como comprar, e trazer de Manaus um motor e o barco, pois o preço
aqui em Santarém estava salgado. - E não é que de repente, não mais que de
repente, me aparece uma chance única: - Cai no meu colo, um barquinho de
alumínio de 5m, da fábrica “Allegra”, com motor 15 Hps, turbo da Yamaha, “tudo
zero”, a preço de Manaus. – Quando o presente é grande o santo até desconfia,
mas estando tudo em ordem, comprei, e ainda mandei fazer o reboque na oficina
do Donaldo. – Mas,... pois ééééé,, tem sempre um mas!!!. - A coisa ainda não tinha acabado....
– Quando procurei a minha carta de Arrais amador, a mesma estava vencida a mais
de 5 anos. - Lá fui eu então, depois de estudar o livro inteiro de Arrais,
fazer o exame de novo. – Chegando na Capitania, fui recebido pelo nosso
simpaticíssimo Comandante da Marinha, Capitão Paulo Antonio Carlos. - Aqui abro
um espaço para elogiar os membros da mesma, todos educados, prestativos,
eficientes no seu mister. - Como é bom sabermos que nossos militares, continuam
a ser uma força de elite em nosso País. – Estamos em ótimas mãos! – Mas vamos
em frente, barco comprado, carta nas mãos, reboque pronto, não satisfeito,
mandei fazer uma capota, bancos acolchoados, coletes novos, que com segurança e
o Tapajós não se brinca. - Batizado o novo bólido aquático de “Neninha” (tinha que fazer
minha média com a “Comandante”) , levei o mesmo para Alter e
coloquei-o na água. - Foi uma beleza, o “gigante”
se comportou maravilhosamente, o motor pegou de primeira, e em fase de
amaciamento, deslizou suave pelas águas do grande rio. - Pronto estava eu
equipado de novo, flutuando, e no final do sábado, quando tiramos as coisas do
barco para deixá-lo na margem defronte de casa, o documento de propriedade e
minha carta de Arrais amador, plastificados, caíram na ponte, e como estávamos
com “quinhentas tralhas” nas mãos pensei, levo tudo para cima e volto já para
pegar os documentos. - Eis que quando voltei, nada dos mesmos, sumiram,
escafederam-se, criaram pernas, evaporaram. – Perguntei a um dos catraieiros
que estava por ali, e o mesmo me disse que o “fulano” que fazia fretes para
turistas em um barquinho, tinha pego algo ali na ponte, alguns segundos atrás,
e fora embora em seu barco. – Mais conhecido em Alter que a Joana da Barraca de
doces, pelos 30 anos que ali tenho minha casa, esperei que me trouxessem os
documentos, porém nada aconteceu. Terminado o Domingo, fomos embora, e no fim
de semana seguinte, fui ao ponto onde param os barqueiros e perguntei se não
tinham encontrado meus documentos, ao que um deles respondeu que o “fulano” os
tinha encontrado, mas queria R$ 30,00 para devolver. – “Aí a coisa pegou!!!”. –
Por que é que sempre tem que haver desonestidade. - Por que é que existem
pessoas que sempre querem dar um “balaio”, ganhar as custas do turista, ou
mesmo de nós que ali residimos por mais de 30 anos. – Irritado, entrei em
contato com nosso prestativo Delegado de Polícia em Alter de Chão, e nossos
eficientes policiais militares que guarnecem a Delegacia e deixei bem claro a
situação: - Ou o “fulano“ me devolvia meus documentos imediatamente, ou abriria
um processo contra ele por “apropriação indébita e “falsidade ideológica”, pois
poderia se utilizar de meu nome falsamente, requerendo sua preventiva, com a
condução a Delegacia para prestar declarações pela retenção ilícita de meus
documentos. - Como em Alter as notícias
correm rápido, sabedores da situação, e vendo que o buraco era mais embaixo, o
intermediário e o “fulano”, resolveram subitamente, virar honestos. -
Rapidamente, depois de 8 dias desaparecidos, os documentos me foram entregues,
domingo cedo, com as desculpas da parte. - Tudo voltou a normalidade, e apesar
dos documentos que perdi serem apenas cópias, pois os originais estão guardados
no cofre, fiz questão de “engrossar”, para que aprendam de uma vez por todas,
que safadeza e sem-vergonhice, não devem prosperar em nossa querida Alter de
Chão. - Todos os que ali moram vivem do turismo, tem que tratar os turistas e
os que freqüentam a Vila nos finais de semana, com honestidade e respeito. –
Caso contrário, o resultado pode não ser bom para os que desrespeitam a Lei. -
Estão havendo muitos furtos e roubos em Alter de Chão. – Recentemente roubaram
5 (cinco), motores de popa de barcos que estavam na água. - E acredito que alguém
residente nas proximidades se comunica com os ladrões, avisando quando existem
muitos barcos com motores dormindo a noite nagua. - Por que acredito nisso,
respondo: - Porque qualquer estranho logo é notado devido a vila ser muito
pequena. – Todo ano é a mesma coisa, sempre na mesma época, aparecem os gatunos
a noite com uma lancha e tesouras de arrebentar os cadeados, e fazem uma limpa
nos motores de popa. - É hora de acabar com esta atitude, lugar de safado,
malandro e bandido é na cadeia. – Quem avisa, amigo é ! - PS: -
Essa semana, meu boné preto da “Emirates” sumiu de dentro da lancha, quando fui
almoçar na ilha e deixei a mesma na beira. - Quem “achar” será gratificado
(Estou precisando me benzer!!!)
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OS PRIMOS DE MINHA HELENA!!! – ÁRABES!!!
Um príncipe da Arábia Saudita foi para a
Alemanha estudar, para aprender as estratégias que fizeram a Alemanha ganhar a
Copa do Mundo. Um mês depois escreveu uma carta ao pai para dizer :
"Berlim é espetacular, o povo muito simpático e estou gostando de estar
aqui, mas sinto-me um pouco constrangido por ir para a Universidade no meu
Rolls-Royce dourado, quando os professores viajam de trem." Algum tempo
depois recebeu a resposta do pai numa carta com um cheque de dez milhões de
dólares. - Na carta o pai dizia : "Pára
de nos embaraçar! - Compra um trem para ti também!!!."
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VOCÊS SABEM O QUE É UM PALÍNDROMO? - NÃO,... E TAUTOLOGIA?
Um palíndromo; - É uma palavra ou um número que se lê da mesma
maneira nos dois sentidos, ormalmente, da esquerda para a direita e
ao contrário. Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se
aplica às frases, embora a coincidência seja mais difícil de
conseguir quanto maior a frase; é o caso
do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS .Diante
do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário),
tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos
da língua de Camões... Se souber de algum, acrescente e passe
adiante. ANOTARAM A DATA DA MARATONA - ASSIM A AIA IA A MISSA - A DIVA EM ARGEL
ALEGRA-ME A VIDA - A DROGA DA GORDA - A MALA NADA NA LAMA - A TORRE DA DERROTA
- LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR
AZUL - O CÉU SUECO - O GALO AMA O LAGO - O LOBO AMA O BOLO - O ROMANO
ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO - RIR, O BREVE VERBO RIR - A
CARA RAJADA DA JARARACA - SAIRAM O TIO E OITO MARIAS - ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL
E DEZ . - E tautologia, sabem o que é?
- É o termo usado para definir um
dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira
viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo
clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros,
como pode ver na lista a seguir: - elo de
ligação - acabamento final - certeza absoluta -
quantia exata - nos dias 8, 9 e 10, inclusive -
juntamente com - expressamente proibido -
em duas metades iguais - sintomas indicativos -
há anos atrás - - vereador da cidade - outra alternativa
- detalhes minuciosos - a razão é porque -
anexo junto à carta - de sua livre escolha -
superávit positivo - todos foram
nânimes - conviver junto - facto real -
encarar de frente - multidão de
pessoas - amanhecer o dia - criação nova -
retornar de novo - empréstimo temporário -
surpresa inesperada - escolha opcional -
planejar antecipadamente - abertura inaugural - continua
a permanecer - a última versão definitiva
-possivelmente poderá ocorrer - comparecer em
pessoa - gritar bem alto - propriedade característica
-demasiadamente excessivo - a seu critério pessoal -
exceder em muito - - Note que todas essas repetições são
dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa
esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições
desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Gostou?
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