A nova regra para o
seguro-desemprego, em vigor nas capitais do país, exceto Rio de Janeiro,
agradou às duas principais centrais sindicais do país, a Central Única dos
Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical. As organizações, no entanto, querem
fiscalizar a qualidade dos cursos de qualificação, que passam a ser
obrigatórios para que o trabalhador tenha acesso ao benefício quando o pedido
ocorrer pela terceira vez em dez anos. O secretário-geral da Força Sindical,
João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse em entrevista hoje (10) à Agência Brasil
que a medida permite que o trabalhador ocupe seu horário da melhor maneira, no
momento do desemprego. “Na época em que você está desempregado, deve-se
aproveitar para fazer um curso de qualificação profissional. Assim, não se fica
ocioso e aproveita aquele momento negativo, que é o desemprego, para poder
fazer algum curso”. Segundo Juruna, isso vai exigir que o movimento sindical
fiscalize se os cursos que estão sendo oferecidos sejam de boa qualidade. “Os
sindicatos vão ter um papel importante em cada cidade. As comissões municipais
e estaduais de emprego deverão estar atentas a esse tipo de curso que está
sendo oferecido”, falou. Para Quintino Severo, secretário-geral da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), a exigência do curso profissionalizante é
importante, mas deve ser complementada com outras iniciativas. “A CUT vai
continuar defendendo a integração das políticas públicas em relação ao
seguro-desemprego, a intermediação de mão de obra e a formação profissional.
Esses três elementos precisam estar articulados entre si para funcionar bem.
Essa proposta que está sendo apresentada começa a caminhar nessa direção”,
disse ele. Para garantir que os cursos profissionalizantes tenham boa
qualidade, o diretor da CUT disse considerar essencial que sejam discutidos
numa câmara de negociação envolvendo trabalhadores, empregadores e o governo.
“São os trabalhadores e empregadores que sabem qual é a principal demanda de
formação. Não adianta o governo oferecer cursos que, muitas vezes, não dialogam
com a demanda que empregadores e trabalhadores precisam”. De acordo com Severo,
além do curso profissionalizante, é necessário que o governo invista também
numa política de intermediação de mão de obra. “Não adianta a pessoa ficar no
seguro-desemprego e fazer o curso se não tiver o terceiro pé, que é a
intermediação, ou seja, um instrumento bem equipado e preparado e que consiga
realocar essa pessoa no mercado de trabalho”, falou. (Redação-Terra)
"News Atualidades", são as colunas publicadas pelo autor no jornal semanal "O Impacto" de Santarém - Pa, desde Março de 2003, que procuram discutir os eventos cotidianos, além de histórias em formatos de contos, narrativas de fatos ocorridos no decorrer da semana, e novidades nas áreas do direito, saúde, administração e setor Agro-Florestal, etc, além de assuntos diversos de importancia coletiva. - Sérgio Ronaldo Sant'Anna
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