POUCA GENTE SABE, MAS A PALAVRA “GAÚCHO” NÃO NASCEU NO RIO GRANDE DO SUL.
A imagem que você vê — um homem
rude, de roupas gastas, olhar duro e corpo moldado pelo vento, pela fome e pela
liberdade — representa algo muito mais antigo do que o gaúcho folclorizado
pelos desfiles, pelas estâncias organizadas e pela estética posterior do século
XIX. Ela nos remete ao gaúcho primitivo, aquele que nasceu antes das
fronteiras, antes dos Estados nacionais, antes mesmo da ideia de “Rio Grande do
Sul” como identidade regional. O BERÇO DO GAÚCHO: O MUNDO PLATINO A palavra
gaúcho surge na região do Rio da Prata, especialmente nos vastos campos que
hoje compreendem o sul do atual Brasil, o Uruguai e a Argentina, entre os
séculos XVII e XVIII. Estamos falando de um território sem cercas, sem limites
definidos, sem presença efetiva do Estado. Um espaço de disputa entre as coroas
espanhola e portuguesa, mas, sobretudo, um espaço de abandono institucional. Nesse
cenário surgem figuras humanas marginais:
mestiços de indígenas, espanhóis
e portugueses, indígenas aculturados, negros forros ou fugidos, desertores de
exércitos, peões sem patrão, homens livres, porém sem terra. Esses homens
viviam da caça do gado cimarrón (gado selvagem), espalhado aos milhões pelos
campos platinos após ser abandonado pelas primeiras missões e estâncias
coloniais. O SIGNIFICADO ORIGINAL DA PALAVRA “GAÚCHO” Aqui está o ponto que
muitos ignoram — ou preferem ignorar. A palavra “gaúcho” nasceu como termo
pejorativo. Nos documentos espanhóis do século XVIII, gaúcho aparece associada
a palavras como: vago (vagabundo), malentretenido (mal-afamado), cuatrero
(ladrão de gado), andarilho, hombre sin oficio ni ley, O gaúcho era visto pelas
autoridades coloniais como um problema social: um homem armado, errante,
difícil de controlar, que não se submetia ao trabalho regular nem à disciplina
da Igreja ou do Estado. Diversos estudiosos apontam possíveis origens
etimológicas para o termo: do quíchua huachu (órfão, abandonado), do árabe
chaucho (condutor de animais), de termos híbridos usados na fronteira
hispano-indígena Independentemente da raiz exata, o sentido social é claro: gaúcho
era aquele que não tinha dono, nem terra, nem lei fixa. O GAÚCHO ANTES DO MITO -
O gaúcho original não usava bombacha, não dançava, não declamava poesia e não
tinha orgulho regional organizado. Ele vestia o que tinha: couro cru, ponchos
gastos, botas feitas de couro de potro, facão à cintura, boleadeiras, mate
amargo como companhia, vivendo à margem, ele se deslocava seguindo o gado, os
conflitos e as oportunidades. Sua moral era própria. Sua justiça, pessoal. Sua
liberdade, absoluta — e por isso mesmo, perigosa aos olhos do poder. DA
MARGINALIDADE AO HERÓI REGIONAL A transformação do gaúcho em símbolo positivo
não é espontânea. Ela ocorre no século XIX, quando os Estados nacionais
precisam: de soldados de identidade de símbolos populares. No Rio Grande do
Sul, no Uruguai e na Argentina, o antigo gaúcho marginal passa a ser recrutado,
domesticado e romantizado. Aquilo que antes era defeito — rusticidade, coragem,
independência — passa a ser virtude. O GAÚCHO É PLATINO, NÃO APENAS
GAÚCHO-SUL-RIO-GRANDENSE Dizer que o gaúcho nasceu exclusivamente no Rio Grande
do Sul é um anacronismo histórico. O gaúcho é anterior às fronteiras, anterior
às bandeiras e anterior às identidades regionais modernas. O que o Rio Grande
do Sul fez — e fez bem — foi incorporar essa figura, moldá-la, preservá-la e
transformá-la em símbolo cultural. Mas sua origem é platina, fronteiriça,
mestiça e marginal. E a verdade é esta: o gaúcho nasceu livre antes de ser
aceito, rejeitado antes de ser exaltado, e marginal antes de ser símbolo.
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ENVELHECER COM SAÚDE!
Muitas doenças não são doenças,
mas sim envelhecimento normal. O diretor de um hospital de Pequim deu estes
conselhos aos idosos: Você não está doente, você está envelhecendo. Muitas
condições que você considera doenças não são doenças, mas sim sinais de que o
corpo está envelhecendo. 1. Memória fraca não é Alzheimer, mas um mecanismo de
autoproteção do cérebro idoso. Isso é o cérebro envelhecendo, não uma doença.
Se você simplesmente esquece onde colocou as chaves, mas consegue encontrá-las
sozinho, NÃO é demência. 2. Andar devagar e ter pernas e pés instáveis não é
paralisia, mas degeneração muscular. A solução NÃO é tomar remédios, mas sim se
mexer. 3. Insônia não é uma doença, mas o cérebro está ajustando seu ritmo. É
uma mudança na estrutura do sono. Não tome remédios para dormir indiscriminadamente.
- A dependência prolongada de pílulas para dormir e outros medicamentos para
adormecer aumenta o risco de quedas, comprometimento cognitivo, etc. A melhor
pílula para dormir para idosos é tomar mais sol durante o dia e manter uma
rotina regular. 4. Dores no corpo não são reumatismo, mas uma reação normal ao
envelhecimento dos nervos. 5. Muitos idosos dizem: Meus braços e pernas doem em
todos os lugares. É reumatismo ou hiperplasia óssea? Os ossos ficam frouxos e
finos, mas 99% das "dores no corpo" não são uma doença, mas uma
condução nervosa lenta, que amplifica a dor. Isso é chamado de sensibilização
central, uma alteração fisiológica comum em idosos. Exercícios são a cura, em
vez de tomar remédios. 6. Colesterol. Os idosos têm níveis de colesterol
ligeiramente mais altos porque viveram mais. O colesterol é a matéria-prima
para a síntese de hormônios e membranas celulares. Um nível muito baixo pode
facilmente reduzir a imunidade. As Diretrizes para a meta de redução da pressão
arterial em idosos são <150/90 mmHg, e não o padrão para jovens <140/90.
Não trate o envelhecimento como doença. 7. Envelhecer não é uma doença, é um
caminho necessário. Algumas palavras devem ser ditas aos idosos e seus filhos: Primeiro,
lembrem-se: nem todo desconforto é uma doença. Segundo muitos idosos têm
medo de ficar "assustados". Não se assustem com o laudo do exame
físico nem se deixem enganar por propagandas. Terceiro, o mais
importante para os filhos, não é levar os pais apenas ao hospital, mas
acompanhá-los em caminhadas, banhos de sol, refeições, conversas e vínculos. - O
envelhecimento não é o inimigo. - É outra palavra para viver, mas a estagnação
é o inimigo! - Mantenha-se saudável!
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O PREÇO DA IGNORANCIA!
O juiz perguntou ao assassino do
presidente egípcio Anwar Sadat: "Por que matou o presidente Sadat? " O
assassino respondeu: "Porque era seglar". O juiz imediatamente fez a
seguinte pergunta: "Seglar, o que significa? " O assassino disse:
"Não sei". O juiz perguntou ao homem que tentou esfaquear o falecido
escritor egípcio Naguib Mahfouz: "Por que esfaqueou o Sr. Naguib? ". O terrorista respondeu: "Porque escreveu
o romance antirreligioso 'Filhos de Gebalawi'". Juiz mostrou interesse:
"Já leu o romance? " O criminoso respondeu: "Não". O juiz
perguntou ao assassino do escritor egípcio Farag Fouda: "Por que você
matou Farag Fouda? " O assassino respondeu: "Porque não tinha
fé". O juiz estava curioso para saber: "Como você sabia que não tinha
fé? " A resposta do terrorista foi: "Tudo se esclarece lendo seus
livros". A curiosidade do juiz aumentou ainda mais: "Em que livro
dele você encontrou a prova da sua desonestidade? " O assassino admitiu:
"Não sei o nome do livro. Não li tudo." O juiz ficou surpreso:
"Por que você não leu? " O assassino disse: "Não sei ler nem
escrever". - O ódio nunca se espalha através do conhecimento. O ódio se
espalha através da ignorância. Assim a sociedade paga o preço da ignorância, o
preço de manter as pessoas na ignorância.
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IMPORTANTE É TER AMIGOS!
Um oncologista brasileiro disse: 1.
A meia-idade começa aos 50 e deve terminar aos 70. 2. Os anos dourados começam
aos 70 e terminam aos 80. 3. A velhice começa aos 80 e termina aos 90. 4. A
longevidade começa aos 90 e termina após a morte. 5. O principal problema de
uma pessoa idosa é a solidão. Geralmente, os cônjuges não morrem juntos, alguém
morre primeiro. Uma viúva ou viúvo se torna um fardo para a família. Por isso é
tão importante não perder o contato com os amigos, reunir-se e se comunicar com
frequência, para não ser um fardo para seus filhos e netos, que provavelmente
nunca o dirão. Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida.
Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir,
para quem ligar, a que horas dormir, o que ler, com o que se divertir, o que
comprar, onde morar, etc. Porque se você não puder fazer todas essas coisas
livremente e sozinho, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo
para os outros. William Shakespeare disse: "Estou sempre feliz!" Sabe
por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. Esperar é sempre angustiante. Os
problemas não são eternos; eles sempre têm uma solução. O único para o qual não
há cura é a morte. Antes de reagir... respire fundo; Antes de falar... ouça; Antes
de criticar... olhe para si mesmo; Antes de escrever... pense com cuidado; Antes
de atacar... renda-se; Antes de morrer... viva a vida mais bela que puder! O
melhor relacionamento não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu
e está aprendendo a viver da forma mais interessante e bela possível. Observe
as deficiências dos outros... mas também admire e elogie suas virtudes. Se você
quer ser feliz, precisa fazer outra pessoa feliz. Se você quer algo, precisa
primeiro dar algo de si. - Você precisa sempre se cercar de pessoas boas,
amigáveis e interessantes e ser uma delas. - Lembre-se: em momentos difíceis,
mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: "Está tudo
bem, porque somos frutos de um processo evolutivo."
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O fim da Medicina
Artigo de um médico indignado, mas ainda em
pé. - Sou médico. E escrevo hoje não movido por vaidade, corporativismo ou
nostalgia barata, mas por indignação ética. Poucos sabem ou poucos ainda se
importam por que os médicos tradicionalmente se vestem de branco. Não é moda.
Não é vaidade. O branco sempre representou limpeza moral, transparência, honra
e respeito. Um compromisso visível de que aquele que o veste não deve carregar manchas,
nem nas mãos, nem na consciência. Houve um tempo em que a presença de um médico
em uma residência era quase cerimonial. Não por soberba do profissional, mas pelo
valor social atribuído ao saber médico. O médico era recebido com respeito
porque trazia consigo algo raro: conhecimento a serviço da vida, prudência
diante do sofrimento humano e responsabilidade sobre decisões irreversíveis. Lavava-se
as mãos não apenas por higiene, mas como rito simbólico: separar o mundo
profano do espaço do cuidado. A pequena toalha branca oferecida não era luxo
era reconhecimento da dignidade daquele ofício. Esse tempo não acabou por
falhas da Medicina. Acabou porque retiraram do médico o direito de exercer a
Medicina.. A ciência passou a pedir licença. A ética passou a ser relativizada
por decisões que ignoram décadas de formação, protocolos, evidências e
responsabilidade profissional. O Conselho Federal de Medicina, instituição
criada para zelar pela boa prática médica e pela segurança do paciente, foi
tratado não como guardião da ética, mas como um entrave a ser neutralizado. Seu
papel foi esvaziado. Sua autoridade, desconsiderada. Sua função, ridicularizada.
Canetas não substituem anos de estudo, residência, especialização e
responsabilidade civil e moral. Para que conselhos profissionais, se o saber
técnico não tem mais valor? Para que ética médica, se a ciência passou a ser
opcional? A Medicina está sendo reduzida a um mero instrumento burocrático. O
médico, transformado em executor mudo de decisões alheias. E o paciente, este
sim, torna-se a maior vítima exposto a riscos travestidos de progresso e a
arbitrariedades disfarçadas de humanismo. Não se trata de conservadorismo ou
progressismo. Trata-se de limite. Quando a Medicina perde sua autonomia
técnica, toda a sociedade adoece. Se for assim, fechem-se os conselhos. Tranquem-se
as faculdades. Entreguem-se as chaves. Porque onde a ciência é silenciada, não
há cura. Há apenas poder.
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