segunda-feira, 11 de junho de 2012

News - Atualidades, 27/06/03


MÃO DE OBRA BARATA : 

O “Conselho representativo dos detentos de Cucurunã”, junto com o “Conselho da Comunidade”, está procurando empresas que tenham interesse em fazer parceria. - Os detentos já prestam serviços a algumas destas, fazendo bolas de futebol, camisas, redes, e outros trabalhos manuais. - O Presídio ainda conta com uma mão de obra ociosa de 100 pessoas, que não terão nenhum custo social para a empresa contratante. - Lembrando que a cada 3 dias trabalhados, o detento abate 1 na pena que tem a cumprir.
A mão de obra, sem INSS e impostos agregados, o custo do produto torna-se bem mais barato, com maior margem de lucro, e ótimas vendas, pagando o empresário somente o valor acertado pela prestação do serviço, - Quem estiver interessado, pode procurar a Associação Empresarial de Santarém.
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PRIVILÉGIO ÁRABE :
Os grandes Bancos Árabes, recheados de petrodólares, estão informando a todos os patrícios Árabes residentes em nossa região, que estão financiando linhas de créditos com juros privilegiados para seus irmãos. - O comunicado está sendo feito pela Comissão para Projetos de Investimentos Árabes no Brasil, formada por descendentes radicados no Pará. - Informações na Assoc. Empresarial de Santarém e do Pará
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O CAMPEONATO : -  (Historia verdadeira - ocorreu em 1986 - Contos de Santarém - 4)
Todo ano na época da ferra do gado, o Sr. Hilário Coimbra convidava todos os amigos para participarem do “Torneio de Pesca & Cerveja”, que fazia em sua fazenda do Xingu. - O torneio constituía-se de 4 (quatro) modalidades, 1) Equipe de pesca de caniço embarcado, - 2) Equipe de pesca de mergulho, 3) Maior peixe, e 4) Campeonato individual de beber cerveja. - Todos iam em uma das balsas do Sr. Hilário, cerca de 100 pessoas, inclusas nosso querido amigo de tênis o “Capitão”, (Eduardo Siqueira), já falecido, - Toda a família do Sr. Hilário se fazia presente, inclusas as filhas e cunhados, - E uma figura ímpar, que fazia a diferença em todas as excursões, pela sua alegria, aprontações com os cunhados, e quem quer que lhe cruzasse o caminho. - Meu querido amigo Tadeu portugues, genro do Sr. Hilário. - Tudo pronto, fomos todos a caminho do Rio Xingu, o Sr. Hilário, fazendo demonstrações de sua nova vara importada, com caniço de uma resina das naves espaciais, carretilha balanceada, e tudo a que tinha direito, dizendo que poderiam escolher quem ficaria com o 2º lugar no maior peixe, que o 1º já tinha dono - ele., - Após 2 tranquilos dias de viagem, chegamos a área do Torneio, na fazenda de criação de búfalos do Rio Xingu. - Sorteadas as chaves, com equipes de 4 elementos, a maior preocupação do Tadeu não eram os peixes ou sua equipe, mas sim a cerveja, - Campeonato que sempre ganhava, - Para isso esticou sua rede, em cima do maior isopor de cerveja que havia dentro do barco, - Era só esticar a mão, que estava bebendo, sem muito esforço, balançando ao sabor das marolas do rio. - E dizem que português é bobo. - Mas vamos ao campeonato. - Na manhã seguinte, todos saíram de madrugada com seus barcos, cada equipe procurando o melhor lugar para conseguir seus almejados peixes, que lhes dariam a vitória, sendo que Dona Luci, esposa do Sr. Hilário, não tendo uma vara, pegou o passador de sua maquina de tricô, e improvisou uma carretilha manual, enrolando a linha nela, - Chamou o marinheiro da balsa como proeiro, colocou o pequeno barquinho de apoio da balsa nágua, e formada sua equipe de 2, foi pescar, alí bem pertinho, enquanto o pessoal todo, já ia longe, subindo ou descendo o rio. - O horário da volta, final do campeonato estava marcado para as 17:00h da tarde seguinte. - No entardecer do 2º dia, as equipes foram chegando, cada uma com mais peixe que a outra, mostrando a fartura de nossos rios. - Conforme chegavam, os Juizes pesavam toda a pesca, e anota-se o peso total por equipe, separando cada uma, o pescado em seu isopor. - No final, a apresentação dos peixes mais pesados, que daria o troféu de Campeão ao melhor pescador. - O Sr. Hilário, não confirmou seu favoritismo, sendo motivo de gozação da turma com sua vara importada, devido a Dona Luci, com sua carretilha de tricô, te-lo desbancado com seu belíssimo Tucunaré, ficando na disputa pelo 1º lugar, pasmem, - Dona Lucy, e nosso amigo Tadeu, que apresentou um belo espécime de “Pirapitinga”, que apesar de bem menor que o Tucunaré de Dona Lucy, pesava quase 2 kg a mais. - Apesar do mal humor pela gozação, por ter perdido o 1º lugar para dois principiantes, o Sr. Hilário conhecendo bem a peça (genro português), que tinha em casa, foi analisar melhor o peixe do Tadeu, - Quando levantando-o e virando sua boca para baixo, - Qual não foi sua surpresa quando começaram a cair diversos pesos de ferro da balança, da boca do peixe, - Que Tadeu afim de dar uma ajuda a natureza, havia enfiado boca a dentro do mesmo, para que pesasse uns kilinhos a mais. - Apesar das gargalhadas, os indignados concorrentes, como castigo, lhe jogaram rio adentro. - Apesar disto, o mesmo ria a vontade, - Sua estratégia, quase dera certo, fora traído pelo olhar clínico do sogro, - Afinal, quem mandou casar com a filha de um grande conhecedor de peixes. -  Bem feito, -  E voltou a tomar cerveja, pois este campeonato, só terminava com a chegada em Santarém, com a contagem das latinhas vazias de cada um, criteriosamente escondidas a sete chaves. - Na chegada a Santarém, foram contadas as latinhas vazias, e o vencedor fora o Fabiano Simões, não se conformando o Tadeu, pois dizia a todos que o Fabiano não tinha bebido nem metade da cerveja que tomara, pois só bebia cachaça. - Mas não deu outra, o Fabiano venceu. - Não sabendo o Tadeu, que a turma de noite, enquanto dormia a sono solto, conseguira localizar onde escondera suas latas vazias, e tiraram quase um terço, juntando as suas com as do Fabiano, devolvendo-lhe o golpe, que quase dera em todos. - Até hoje, ele não se conforma que tenham lhe passado a perna. - Justo ele, o mais galante e esperto de todos os portugueses, - Que o diga Isaltina. - Mas tem volta. - Diz ele que não está morto, vai dar o troco aos cunhados. - Português quando se vinga é fogo, sua vingança é a conta gotas . -  Afinal não foram eles que descobriram o Brasil. - É só aguardar, não tem pressa. - A cerveja ainda não acabou diz Tadeu, esperando o momento certo. - Aí vai pegar.



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