MÃO DE
OBRA BARATA :
O
“Conselho representativo dos detentos de Cucurunã”, junto com o “Conselho da
Comunidade”, está procurando empresas que tenham interesse em fazer parceria. -
Os detentos já prestam serviços a algumas destas, fazendo bolas de futebol,
camisas, redes, e outros trabalhos manuais. - O Presídio ainda conta com uma
mão de obra ociosa de 100 pessoas, que não terão nenhum custo social para a
empresa contratante. - Lembrando que a cada 3 dias trabalhados, o detento abate
1 na pena que tem a cumprir.
A mão de
obra, sem INSS e impostos agregados, o custo do produto torna-se bem mais
barato, com maior margem de lucro, e ótimas vendas, pagando o empresário
somente o valor acertado pela prestação do serviço, - Quem estiver interessado,
pode procurar a Associação Empresarial de Santarém.
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PRIVILÉGIO
ÁRABE :
Os
grandes Bancos Árabes, recheados de petrodólares, estão informando a todos os
patrícios Árabes residentes em nossa região, que estão financiando linhas de
créditos com juros privilegiados para seus irmãos. - O comunicado está sendo
feito pela Comissão para Projetos de Investimentos Árabes no Brasil, formada
por descendentes radicados no Pará. - Informações na Assoc. Empresarial de
Santarém e do Pará
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O
CAMPEONATO : - (Historia verdadeira - ocorreu em 1986 - Contos de
Santarém - 4)
Todo ano
na época da ferra do gado, o Sr. Hilário Coimbra convidava todos os amigos para
participarem do “Torneio de Pesca & Cerveja”, que fazia em sua fazenda do
Xingu. - O torneio constituía-se de 4 (quatro) modalidades, 1) Equipe de pesca
de caniço embarcado, - 2) Equipe de pesca de mergulho, 3) Maior peixe, e 4)
Campeonato individual de beber cerveja. - Todos iam em uma das balsas do Sr.
Hilário, cerca de 100 pessoas, inclusas nosso querido amigo de tênis o
“Capitão”, (Eduardo Siqueira), já falecido, - Toda a família do Sr. Hilário se
fazia presente, inclusas as filhas e cunhados, - E uma figura ímpar, que fazia
a diferença em todas as excursões, pela sua alegria, aprontações com os
cunhados, e quem quer que lhe cruzasse o caminho. - Meu querido amigo Tadeu
portugues, genro do Sr. Hilário. - Tudo pronto, fomos todos a caminho do Rio
Xingu, o Sr. Hilário, fazendo demonstrações de sua nova vara importada, com
caniço de uma resina das naves espaciais, carretilha balanceada, e tudo a que
tinha direito, dizendo que poderiam escolher quem ficaria com o 2º lugar no
maior peixe, que o 1º já tinha dono - ele., - Após 2 tranquilos dias de viagem,
chegamos a área do Torneio, na fazenda de criação de búfalos do Rio Xingu. -
Sorteadas as chaves, com equipes de 4 elementos, a maior preocupação do Tadeu
não eram os peixes ou sua equipe, mas sim a cerveja, - Campeonato que sempre
ganhava, - Para isso esticou sua rede, em cima do maior isopor de cerveja que
havia dentro do barco, - Era só esticar a mão, que estava bebendo, sem muito
esforço, balançando ao sabor das marolas do rio. - E dizem que português é
bobo. - Mas vamos ao campeonato. - Na manhã seguinte, todos saíram de madrugada
com seus barcos, cada equipe procurando o melhor lugar para conseguir seus
almejados peixes, que lhes dariam a vitória, sendo que Dona Luci, esposa do Sr.
Hilário, não tendo uma vara, pegou o passador de sua maquina de tricô, e
improvisou uma carretilha manual, enrolando a linha nela, - Chamou o marinheiro
da balsa como proeiro, colocou o pequeno barquinho de apoio da balsa nágua, e
formada sua equipe de 2, foi pescar, alí bem pertinho, enquanto o pessoal todo,
já ia longe, subindo ou descendo o rio. - O horário da volta, final do
campeonato estava marcado para as 17:00h da tarde seguinte. - No entardecer do
2º dia, as equipes foram chegando, cada uma com mais peixe que a outra,
mostrando a fartura de nossos rios. - Conforme chegavam, os Juizes pesavam toda
a pesca, e anota-se o peso total por equipe, separando cada uma, o pescado em
seu isopor. - No final, a apresentação dos peixes mais pesados, que daria o
troféu de Campeão ao melhor pescador. - O Sr. Hilário, não confirmou seu
favoritismo, sendo motivo de gozação da turma com sua vara importada, devido a
Dona Luci, com sua carretilha de tricô, te-lo desbancado com seu belíssimo
Tucunaré, ficando na disputa pelo 1º lugar, pasmem, - Dona Lucy, e nosso amigo
Tadeu, que apresentou um belo espécime de “Pirapitinga”, que apesar de bem
menor que o Tucunaré de Dona Lucy, pesava quase 2 kg a mais. - Apesar do mal
humor pela gozação, por ter perdido o 1º lugar para dois principiantes, o Sr.
Hilário conhecendo bem a peça (genro português), que tinha em casa, foi
analisar melhor o peixe do Tadeu, - Quando levantando-o e virando sua boca para
baixo, - Qual não foi sua surpresa quando começaram a cair diversos pesos de
ferro da balança, da boca do peixe, - Que Tadeu afim de dar uma ajuda a
natureza, havia enfiado boca a dentro do mesmo, para que pesasse uns kilinhos a
mais. - Apesar das gargalhadas, os indignados concorrentes, como castigo, lhe
jogaram rio adentro. - Apesar disto, o mesmo ria a vontade, - Sua estratégia,
quase dera certo, fora traído pelo olhar clínico do sogro, - Afinal, quem
mandou casar com a filha de um grande conhecedor de peixes. - Bem feito,
- E voltou a tomar cerveja, pois este campeonato, só terminava com a
chegada em Santarém, com a contagem das latinhas vazias de cada um,
criteriosamente escondidas a sete chaves. - Na chegada a Santarém, foram
contadas as latinhas vazias, e o vencedor fora o Fabiano Simões, não se
conformando o Tadeu, pois dizia a todos que o Fabiano não tinha bebido nem
metade da cerveja que tomara, pois só bebia cachaça. - Mas não deu outra, o
Fabiano venceu. - Não sabendo o Tadeu, que a turma de noite, enquanto dormia a
sono solto, conseguira localizar onde escondera suas latas vazias, e tiraram
quase um terço, juntando as suas com as do Fabiano, devolvendo-lhe o golpe, que
quase dera em todos. - Até hoje, ele não se conforma que tenham lhe passado a
perna. - Justo ele, o mais galante e esperto de todos os portugueses, - Que o
diga Isaltina. - Mas tem volta. - Diz ele que não está morto, vai dar o troco
aos cunhados. - Português quando se vinga é fogo, sua vingança é a conta gotas
. - Afinal não foram eles que descobriram o Brasil. - É só aguardar, não
tem pressa. - A cerveja ainda não acabou diz Tadeu, esperando o momento certo.
- Aí vai pegar.
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